segunda-feira, 20 de julho de 2009

Uma escolha, um destino, uma vida...



Quando criança, já começamos a demonstrar sinais de poder de escolha e algumas pessoas não entendem por que sorrimos para uns e choramos para outros. È, na verdade, eles já refletem o que sentem, sabem quando são recebidos com sorriso e, na maioria das vezes, repudiam através do choro os maus tratos. O tempo vai passando, aquelas crianças se tornaram adolescentes e, de novo, são colocados em situações de escolha. Qual profissão devo escolher? Alguns optam por aquelas que têm vocação para exercerem, outros escolhem porque acharam bonito, ou porque financeiramente será viável alcançar o sucesso mais rápido.

Nesta briga inconstante contra o relógio da vida, alcançamos a fase adulta e aí aparecem o casamento, o lado profissional e tantas outras escolhas. Na verdade, a escolha requer um questionamento interior com os seus valores. Devemos buscar não o sucesso e sim a felicidade.

As pessoas que passam pelas nossas vidas e acendem a chama do amor não precisam atingir o padrão de beleza forçado pela sociedade, não precisam ser fruto de milionários frustrados. Mas elas precisam, sim, sorrir sem precisar justificativas para os sorrisos, apenas a brisa do viver, amar sem cobranças e deixar que a liberdade construa valores inesquecíveis.
Os cabelos brancos vão aparecendo, a idade avança e com ela a escolha também vai se despedindo.

Não há mais tempo para escolher se morreremos, agora é só refletir. Refletir se educamos os nossos filhos com valores de vida ou deixamos que a sociedade mostrasse o caminho da hipocrisia. Refletir se fomos sombra ou pilares na construção da felicidade profissional, refletir por que envelhecemos fisicamente tão rápido, quando ainda não era tempo, mesmo sabendo que apressar o relógio da vida é maltratar o coração. È que bom que as escolhas sejam como o olhar do sábio, que quando olha para fora sonha e quando resolve olhar para dentro acorda.

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